16 de março de 2011

Seis em cada dez engenheiros trabalham em outras áreas


Estudo do Ipea alerta para a necessidade de mudanças na educação do país.

Maioria dos engenheiros não atua em sua própria área, segundo estudo do Ipea

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Um estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), divulgado nesta terça-feira (15), alerta para a necessidade de mudanças na educação do país a fim de evitar o "apagão" de engenheiros no Brasil.
Dados levantados pelo instituto mostram que, em 2009, “apenas 38% da força de trabalho brasileira com diploma superior na área de engenharia e construção estava empregada em ocupações próprias da área”. Ou seja: seis em cada dez engenheiros atuam em outras funções que não engenharia, em empresas diversas.
Segundo o Ipea, para diminuir a falta de mão de obra em grandes obras, construções e similares - hoje um problema que já afeta o Brasil - o esforço deve estar na melhora da qualidade da educação e em investimentos para tornar os cursos universitários atraentes.
- O esforço para melhorar a qualidade da educação básica deve estar no centro das atenções.
No entanto, a pesquisa aponta que não adianta somente abrir mais vagas em universidades da área.
- Questões de qualidade [do ensino superior], políticas de incentivo à entrada [de estudantes] e à conclusão de cursos técnicos, bem como de formação continuada nas próprias empresas devem ser pensadas em paralelo.
Fuga de mão de obra
Muitos engenheiros abandonam a carreira e passam a trabalhar em bancos, consultorias e outras entidades do mercado financeiro. Ao migrar para as finanças, o profissional encontra um setor que paga salários altos e bônus polpudos, sendo que muitas vezes ele ficava na "geladeira" em sua própria área. 
O mercado financeiro valoriza estes profissionais, porque sabe que eles têm uma formação sólida, boa capacidade de lidar com problemas e com números. Por sua vez, os engenheiros viram as ofertas em sua área diminuírem consideravelmente nas décadas passadas.
Estagnação
O Ipea destaca que "boa parte do problema [de escassez de mão de obra] tem origem na estagnação [da economia], ocorrida desde a década de 1980, para obras de grande porte". Por exemplo, desde a construção da Estrada de Ferro de Carajás, inaugurada em 1985, "não se construíam ferrovias de carga no país".
O resultado é que hoje, quando a economia está aquecida, a mão de obra de engenheiros fica valorizada e são exigidos mais trabalhadores. Construir uma casa, comprar um apartamento na planta, tudo sobe de preço. Ao mesmo tempo, há mais vagas e oportunidades hoje do que na década de 1980.


Retirado : http://noticias.r7.com .

15 de março de 2011

Energias em 2050



Ingenuamente, costumamos acreditar que a indústria é a grande consumidora de energia do planeta. Entretanto, em países como a França, a indústria emprega apenas um quarto da energia, enquanto o restante é devorado pelas moradias e os meios de transporte.

É mais do que sabido que as energias convencionais, ou seja, geradas por combustíveis fósseis como o petróleo, o gás e o carvão, são responsáveis pela emissão de dióxido de carbono (CO2), que tanto contribui para o temível efeito-estufa. Mas ainda não está claro quais são as atividades envolvidas e a quantidade emitida por cada um de nós. 

Utilizar um telefone celular durante um ano emite mais de 100 quilos de dióxido de carbono, enquanto incinerar uma tonelada inteira de petróleo bruto produz 3.065 quilos. Além disso, cada passageiro de avião que viaja ida e volta entre Nova York e Paris é responsável pela emissão de 3.670 quilos de dióxido de carbono.

Este único argumento deveria fazer com que optássemos por energias renováveis ou limpas, cuja contribuição para o aquecimento global é mínima. Mas há outra razão mais poderosa: o esgotamento de energias convencionais. O chamado "pico de Hubbert" faz referência ao momento em que o petróleo atinge sua produção máxima, começando a escassear a partir de então.

A data para isso? Ao redor do ano 2020. Aproximadamente uma década depois, ocorrerá o mesmo com o gás natural. Nesta época, também começarão a se esgotar as reservas de urânio, necessário para gerar energia nuclear. 
Com um pouco de sorte, as reservas de carvão poderão durar por mais dois séculos. 

Já as energias renováveis, como a energia solar, a energia eólica, a energia das marés, a energia geotérmica, a energia hidrelétrica e a gerada por biomassa, também têm suas limitações. 

O Sol não brilha por igual em todos os lugares e a todo momento; os ventos são, por definição, irregulares; aproveitar as marés é um processo muito dispendioso em relação à quantidade de energia que se pode obter; e a energia hidrelétrica exige obras enormes, de grande impacto sobre o meio ambiente.

Portanto, é possível que a utilização de energias renováveis também não seja suficiente. Outras mudanças serão imprescindíveis. Será preciso pensar em como deslocar geograficamente cultivos, rebanhos e indústrias para aproximá-los das fontes de energia; como reduzir os desperdícios grandes e pequenos, e como transformar nossas casas e nossos meios de transporte.



Retirado de : 
http://www.discoverybrasil.com

Imagens mostram cidade portuária sendo arrasada por tsunami

Um cinegrafista amador registrou o momento em que o tsunami chegou à costa nordeste do Japão na sexta-feira.
Nas imagens, as ruas da cidade portuária de Kamaishe desaparecem sob o paredão d'água.
Prédios inteiros são destruídos, arrastados e carros são levados pela força das águas.
Impotentes, moradores observam as cenas surreais do topo de prédios.
Kamaishe
A água arrancou prédios inteiros e os arrastou pelas ruas da cidade
Quem teve tempo, se refugiou na parte mais alta da cidade.
A água derrubou a rede de distribuição de energia em partes do país e dificultou o acesso à comida em diversas áreas.
O primeiro-ministro japonês afirmou que por causa do desastre natural, o país foi lançado na pior crise desde a Segunda Guerra Mundial.
O terremoto também causou danos em uma usina nuclear, causando temores de uma contaminação por radioatividade .


Retirado de :  http://www.bbc.co.uk/portuguese/

13 de março de 2011

Machu Picchu



Situada no vale do Rio Urubamba, no Peru, Machu Picchu contempla a amplidão das montanhas de seu altar pleno de mistérios. Ao amanhecer, a cidadela se veste com uma espessa camada de neblina, um efeito especial da natureza que, ao se dissipar, revela o intricado complexo arquitetônico.

A história de Machu Picchu ainda é cheia de lacunas. Calcula-se que sua construção tenha ocorrido no século XV, durante o período do império inca, mas sua existência permaneceu desconhecida até o início do século XX. Sua redescoberta é atribuída ao professor norte-americano Hiram Bingham, que chegou à cidade em 24 de junho de 1911 seguindo os passos de vários fazendeiros locais, tendo um nativo com guia. Apesar da existência da cidadela ser conhecida pelos habitantes do vale, não há evidências claras sobre o propósito. Místico? Militar? Residencial?

Rodeada de incógnitas, em 7 de julho de 2007 Machu Picchu se converteu em uma das Sete Maravilhas do Mundo Moderno, por meio de uma votação aberta pela internet da qual participaram mais de 100 milhões de pessoas de todo o planeta.

Para visitar o sítio histórico, deve-se pegar um trem para o vilarejo de Águas Calientes, e de lá, pegar um ônibus até Machu Picchu. Ou então, aventurar-se a pé pela lendária Trilha Inca. Continue explorando este incrível destino nesta Experiência Discovery
.



Retirado de : http://www.discoverybrasil.com 

Confira alguns pontos da história do Brasil que estão sendo rediscutidos nas universidades


Tem certeza de que tudo o que aprendeu de história está correto? Há sempre novas interpretações, fique de olho

por GUILHERME DEARO | 10/03/2011 19h 44
Muitos assuntos de história aprendidos na escola foram tratados como incontestáveis durante anos, mas uma nova geração de historiadores está trazendo novos documentos, estudos e visões para jogar lenha na fogueira. Inglaterra queria o fim da escravidão para aumentar o mercado consumidor? Os bandeirantes eram mercenários violentos que apenas queriam matar índios? Não é tão simples assim.
ZUMBI E OS ESCRAVOS
Como você aprendeu
Os quilombos lutavam pela libertação dos escravos. Zumbi lutava por igualdade e, em Palmares, construiu uma sociedade igualitária.
O que novos estudos apontam
Zumbi tinha seus escravos também. Aliás, era relativamente comum negros terem escravos. E em Palmares havia desigualdade, com senhores e servos. O propósito era livrar-se do poder dos senhores do engenho, mas para construir seu próprio poder, não para abolir a escravidão.
GUERRA DO PARAGUAI
Como você aprendeu
No século 19 o Paraguai era um país próspero com uma economia industrial em ascensão, o que ameaçava o poder hegemônico da Inglaterra na América do Sul. Por isso, ela forçou o Brasil a entrar em guerra com o país vizinho e destruí-lo. 
O que novos estudos apontam
Paraguai era o país mais atrasado do Cone Sul. Até o Uruguai tinha uma economia melhor. O país ainda vivia sob o autoritarismo de Solano López, que, com ímpetos militares, forçou uma batalha com Brasil e Argentina. A Inglaterra, com vários investimentos em infraestrutura na região, posicionou-se contra o conflito.
ORIGEM DO SAMBA
Como você aprendeu
O samba é um estilo musical que teve sua gênese no morro e no meio do povo, é uma legítima manifestação popular brasileira. E o Carnaval é uma festa tipicamente brasileira.
O que novos estudos apontam
Samba surgiu na elite do Rio de Janeiro, quando os músicos usavam partituras e incorporavam ao novo estilo elementos do jazz e do maxixe. Quando uma onda nacionalista no começo do século 20 buscou elementos para criar uma identidade brasileira, repudiou-se a origem clássica do estilo e deu-se a roupagem atual, popular. Já o Carnaval é uma festa que existe desde a Idade Média na Europa. O atual formato de desfiles e agremiações surgiu no Brasil nos anos 1930, com Getúlio Vargas, usando tendências fascistas de marcha e desfile.
INVENÇÃO DO AVIÃO
Como você aprendeu
O brasileiro Santos Dumont é o pai da aviação. Ele foi o primeiro a voar em público, em Paris, com o seu 14-Bis. Ele também inventou o relógio de pulso. Pacifista, se matou quando, durante a Segunda Guerra Mundial, viu que sua invenção estava sendo usada para matar pessoas.
O que novos estudos apontam
Os irmãos Wright, americanos, foram os primeiros a voar, inclusive com testemunhas e relatos públicos. Aliás, isso nem é dito por novos estudos. Em todo o mundo o feito dos irmãos Wright é reconhecido desde sempre, apenas no Brasil o tema ainda é polêmico. O relógio de pulso é uma invenção dos tempos de Shakespeare. E Dumont não se importava com o uso militar de suas "criações". Tanto que os balões que criara eram usados com seu consentimento em guerras.
BANDEIRANTES
Como você aprendeu
Os bandeirantes eram guerreiros sanguinários atrás de dinheiro. Eles dizimaram a população indígena, que sempre se uniu e lutou contra a dominação europeia.
O que novos estudos apontam
Jesuítas faziam, propositalmente, relatos exagerados sobre as bandeiras. Principalmente na região da Prata (perto da Argentina e Uruguai), rica em minérios e alvo de cobiça, eles faziam questão de exagerar justamente porque os bandeirantes eram paulistas. Já os índios não eram apenas vítimas inocentes dos portugueses. Muitos trocavam de lado, guerreavam com os europeus e dominavam outras tribos. Vários deles até mudavam de nome e seus filhos já não se consideravam mais "índios".

Retirado de : http://guiadoestudante.abril.com.br/

12 de março de 2011

O Raio



Temido e adorado desde os primórdios da civilização, o raio continua fascinando a humanidade. O conhecimento científico que temos hoje o despojou de sua aura mística, mas na ficção, seu enorme poder desempenha um papel importante. 

Na história do Dr. Frankenstein, o genial e perturbado cientista utiliza o poder de um raio para infundir vida à sua criação, dando origem ao monstro homônimo e a um dos grandes clichês cinematográficos: reviver organismos inanimados por meio de uma corrente elétrica.

Outro exemplo clássico da união entre ficção e raios está na primeira parte da trilogia "De Volta para o Futuro". Neste caso, é incrível não apenas a potência do raio (necessária para movimentar o carro/máquina do tempo), mas também o fato de se saber exatamente onde ele irá cair. 

Afinal, os raios são imprevisíveis, e até agora não existe um sistema que consiga determinar com exatidão onde um raio irá cair. Pode-se apenas calcular, aproximadamente, a distância entre sua origem e o solo. Para isso, basta contar (a partir do zero) os segundos entre o relâmpago (luz) e o trovão (som), e dividir por três. O resultado obtido indicará, aproximadamente a distância em quilômetros.


Retirado de : http://www.discoverybrasil.com/
Descubra nesta experiência outras particularidades desta fantástica força da natureza.

Pirâmides


 
As pirâmides são uma das construções mais fascinantes da História. Sua forma erigida a partir de pedras encaixadas pode ter servido à construção de uma estrutura mais alta. Sua perfeição e durabilidade ao longo dos séculos levam muitas pessoas a vê-las como uma edificação digna da ficção científica. 

As pirâmides também são consideradas catalizadoras de energia. Acredita-se que seu interior transporte e conserve a energia cósmica, daí seu uso em diferentes culturas. Sem dúvida, elas têm razões de sobra exercer tamanho fascínio, seja por abrigar segredos e estranhos poderes, ou simplesmente por ser o ponto de partida das aventuras do protagonista de um filme. 

Apesar de existirem pirâmides de vários tipos, provavelmente sempre nos lembraremos do que aprendemos sobre elas na escola: retas, oblíquas, regulares, convexas e côncavas. E não devemos esquecer a Pirâmide Alimentícia, a mais importante na hora das refeições, que guarda um "segredo" que todos conhecem. 

Inexplicáveis, perfeitas e misteriosas, assim podemos descrever essas maravilhosas obras da arquitetura de antigas civilizações.


Retirado de : 
http://www.discoverybrasil.com

Modelos Atômicos



MODELOS ATÔMICOS
Durante muito tempo, a constituição da matéria gerava curiosidade no homem. Desde a Antiguidade, filósofos tentavam descobrir como a matéria é formada.
Dois filósofos gregos, Demócrito e Leucipo, sugeriram que toda a matéria era formada por pequenos corpos indivisíveis. Chamaram estes corpos de átomo, que em grego a significa não e tomos significa divisível.

Demócrito, pai da atomística
Então, átomo era a última partícula que podia dividida.
Nos anos 500 e 1500 da era cristã, surgiram entre os árabes e europeus, os alquimistas. Seus trabalhos eram obter o elixir da longa vida, para que o ser humano se tornasse imortal. Era a pedra filosofal, capaz de tornar qualquer metal em ouro.
 
No século XVI, surge a Iatroquímica, que Ra uma doutrina médica que atribuía a causa química para tudo o que eu se passava no organismo.
Mais tarde, no século XVIII, nasce a idéia de química com os cientistas que estudaram as Leis Ponderais, Lavoisier e Proust.

O que é Modelo Atômico?
Os modelos atômicos são teoria baseadas na experimentação feita por cientistas para explicar como é o átomo.
Os modelos não existem na natureza. São apenas explicações para mostrar o porquê de um fenômeno. Muitos cientistas desenvolveram suas teorias. Com o passar dos tempos, os modelos foram evoluindo até chegar ao modelo atual.
MODELO DE DALTON
 O átomo de John Dalton era uma bolinha maciça e indivisível.
Para ele, a matéria era formada por partículas que não podiam ser divididas chamadas de átomos. Seu trabalho era baseado nas Leis Ponderais de Proust e Lavoisier.

Dalton utilizava círculos de mesmo diâmetro com inscrições para representar os átomos dos diferentes elementos químicos. Assim, ele estabeleceu os postulados a seguir:
I) Todas as substâncias são constituídas de minúsculas partículas, denominadas átomos, que não podem ser criados e nem destruídos. Nas substâncias, eles se encontram unidos por forças de atração mútua.

II) Cada substância é constituída de um único tipo de átomo. Substância simples ou elementos são formados de “átomos simples”, que são indivisíveis. Substâncias compostas são formadas por “átomos compostos”, capazes de se decompor, durante as reações químicas em “átomos simples”.
III) Todos os átomos de uma mesma substância são idênticos na forma, no tamanho, na massa e nas demais propriedades; átomos de substâncias diferentes possuem forma, tamanho, massa propriedades diferentes. A massa de um ”átomo composto” é igual à soma das massas de todos os “átomos simples” componentes.
IV) Os “átomos compostos” são formados por um pequeno número de “átomos simples”.

MODELO DE THOMPSON
Em 1903, o físico Joseph John Thomson propôs um novo modelo atômico, baseado nas experiências dos raios catódicos, o qual chamou de elétrons.
Para Thomson, o átomo era uma esfera de carga elétrica positiva “recheada” de elétrons de carga negativa. Esse modelo ficou conhecido como “pudim de passas”. Este modelo derruba a idéia de que o átomo é indivisível e introduz a natureza elétrica da matéria.

Fonte www.portaltosabendo.com.br
O modelo de Thomson explica alguns fenômenos como a corrente elétrica, eletrização por atrito, formação de íons e as descargas elétricas em gases.
MODELO DE RUTHERFORD
Em 1911, o neozelandês Ernest Rutherford realizou uma importante experiência.
          
Ele pegou um pedaço do metal polônio (Po) que emite partículas alfa (α) e colocou em uma caixa de chumbo com um pequeno orifício. As partículas alfa atravessavam outras placas de chumbo através de orifícios no seu centro. Depois atravessavam um lâmina muito fina (10-4mm) de ouro (Au).
Rutherford adaptou um anteparo móvel com sulfeto de zinco (fluorescente) para registrar o caminho percorrido pelas partículas.
O físico observou que a maioria das partículas alfa atravessava a lâmina de ouro e apenas algumas desviavam até mesmo retrocediam.
A partir destes resultados, concluiu que o átomo não era uma esfera positiva com elétrons mergulhados nesta esfera. Concluiu que:
- o átomo é um enorme vazio;
- o átomo tem um núcleo muito pequeno;
- o átomo tem núcleo positivo (+), já que partículas alfa desviavam algumas vezes;
- os elétrons estão ao redor do núcleo (na eletrosfera) para equilibrar as cargas positivas.
O modelo atômico de Rutherford sugeriu então, um átomo com órbitas circulares dos elétrons em volta do núcleo. Comparou o átomo com o Sistema Solar, onde os elétrons seriam os planetas e o núcleo seria o Sol.
Hoje, sabe-se que o átomo é 10.000 a 100.000 vezes maior que seu núcleo. Numa escala macroscópica, pode-se comparar um átomo com um estádio de futebol.  Se o átomo fosse o estádio do Maracanã, o seu núcleo seria uma formiga no centro do campo. Então o átomo é enorme em relação ao seu núcleo.
Porém, o átomo de Rutherford tem algumas falhas. Se o núcleo atômico é formado por partículas positivas, por que essas partículas não se repelem e o núcleo não desmorona? Se as partículas são de cargas opostas, por que elas não se atraem? Os elétrons iriam perder energia gradualmente percorrendo uma espiral em direção ao núcleo, e à medida que isso acontecesse, emitiriam energia na forma de luz. Mas como os elétrons ficam em movimento ao redor do núcleo sem que os átomos entrem em colapso?
Estas questões foram respondidas em 1932 por James Chadwick. Ele observou que o núcleo do berílio (Be) radioativo emitia partículas sem carga elétrica e com massa igual à dos prótons (+). Chamou esta partícula de nêutrons. Surgia então, a terceira partícula subatômica.
Agora sabemos que no núcleo do átomo há prótons e nêutrons e na eletrosfera há elétrons.

Então estabeleceu-se esta relação:
PARTÍCULA
MASSA
CARGA ELÉTRICA
p
1
+1
n
1
0
é
1/1836
-1

Na tabela acima, pode-se verificar que o elétron é 1.836 vezes menor que a massa de um próton.

MODELO DE BOHR
O modelo do físico dinamarquês Niels Bohr tentava dar continuidade ao trabalho feito por Rutherford. Para explicar os erros do modelo anterior, Bohr sugeriu que o átomo possui energia quantizada. Cada elétron só pode ter determinada quantidade de energia, por isso ele é quantizada.
O modelo de Bohr representa os níveis de energia. Cada elétron possui a sua energia. É comparado às orbitas dos planetas do Sistema Solar, onde cada elétron possui a sua própria órbita e com quantidades de energia já determinadas.
As leis da física clássica não se enquadram neste modelo. Quando um elétron salta de um nível menor para um nível mais elevado, ele absorve energia e quando ele retorna para um nível menor, o elétron emite uma radiação em forma de luz.
Bohr organizou os elétrons em camadas ou níveis de energia.
Cada camada possui um nome e deve ter um número máximo de elétron.
Existem sete camadas ou níveis de energia ao redor do núcleo: K, L, M, N, O, P, Q.
Observe a tabela que mostra o nome das camadas, o seu número quântico e o número máximo de elétrons em cada uma destas camadas:

N° QUÂNTICO
N ° MÁXIMO DE é
K
1
2
L
2
8
M
3
18
N
4
32
O
5
32
P
6
18
Q
7
2

MODELO DE SCHRODINGER
Erwin Schrodinger foi um importante físico austríaco que desenvolveu uma importante equação para o campo da Teoria Quântica, a Equação de Schrodinger.
O físico tentou descrever o movimento de onda, já que Louis De Broglie havia afirmado que a matéria se comportava como onda e como partícula (comportamento dualístico). Chegou então à famosa equação que tomou seu nome, vindo a ser a fórmula básica da mecânica ondulatória, e valendo-lhe a obtenção do prêmio Nobel, juntamente com o físico inglês Paul Dirac, em 1933.
H(t) \left| \psi (t) \right\rangle = i \hbar \frac{d} {dt} \left| \psi (t) \right\rangle




MODELO DE BROGLIE
O cientista francês Louis de Broglie estudou a natureza das ondas dos elétrons.
Pare ele, a matéria é formada ora por corpúsculos, as partículas ora como onda. Esta é a teoria da dualidade. Suas teorias foram baseadas nos estudos de Albert Einstein e também de Max Planck.
Ele introduz o conceito da mecânica ondulatória.
Neste momento o elétron é visto como uma partícula-onda.

PRINCÍPIO DA INCERTEZA DE HEISENBERG
Segundo Werner Heisenberg, para encontrar a posição correta de um elétron, é necessário que ele interaja com algum instrumento de medida, como por exemplo, uma radiação. A radiação deve ter um comprimento de onda na ordem da incerteza com que se quer determinar esta posição.
Quanto menor for o comprimento de onda, maior é a precisão do local onde está o elétron.
Quando se consegue descobrir o local provável onde está o elétron, este elétron já não estará neste local.
Modelo Atual
Segundo Heisenberg, é difícil se prever a posição correta de um elétron na sua eletrosfera. Schrodinger em 1926 calculou a região mais provável onde o elétron possa estar. Para essa região deu o nome de orbital.
Orbital – região do espaço que está ao redor do núcleo, onde há máxima probabilidade de se encontrar um elétron.
É importante ressaltar que não se pode ver um átomo isolado exatamente como foi descrito nos modelos atômicos. Algumas técnicas utilizadas por supercomputadores mostram manchas coloridas, mostrando a localização dos átomos de um determinado material. Essas imagens são obtidas por um microscópio de tunelamento que pode aumentar até 28 milhões de vezes.
De acordo com o modelo de Rutherford-Bohr, o átomo apresenta níveis de energia ou camadas energéticas, onde cada nível possui um número máximo de elétrons. O número do nível representa o número quântico principal (n).
Cada nível está dividido em subníveis de energia s, p, d, f.
Representam o número quântico secundário ou azimutal (l).
SUBNÍVEL
s
p
d
f
NÚMERO QUÂNTICO
0
1
2
3
NÚMERO MÁX DE é
2
6
10
14
O subnível indica a forma da região no espaço onde está o elétron.
As siglas s, p, d, f vem das palavras em inglês sharp, principal, diffuse e fine, respectivamente.
Número máximo de elétrons em cada subnível:
K = 1 ; 1s²
L = 2 ; 2s²   2p6
M = 3 ; 3s²  3p6 3d10
N = 4 ; 4s²  4p6 4d10 4f14
O = 5 ; 5s²  5p6 5d10 5f14
P = 6 ; 6s²  6 p6 6d10
Q = 7 ; 7s²
O diagrama acima mostra a notação utilizada para indicar o número de elétrons em um nível e em um subnível.
Exemplos:
1s² - 2 é no subnível s do nível 1 (K)
2p3  - 3 é no subnível p do nível 2 (L)
5d6 – 6 é no subnível d do nível 5 (O)
Os orbitais são identificados pelo número quântico magnético (m). Indica a orientação desse orbital no espaço. Para cada valor de “l” (subnível), m assume valores inteiros que variam de – l ..., O,... +l
Assim:
s – 1
p – 3
d – 5
f – 7
Cada orbital é representado simbolicamente por um quadradinho. Então eles podem ser assim:
-3
-2
-1
0
+1
+2
+3
Em cada orbital pode conter no máximo dois elétrons.
Mas se os elétrons são cargas negativas, porque eles não se repelem e se afastam?
Se os elétrons giram no mesmo sentido ou em sentido contrário, eles criam campo magnético que os repelem ou os atraem. Essa rotação é chamada de SPIN, palavra em inglês derivada do verbo to spin, que significa girar.

Fonte: 




Aprenda se divertindo:
Música sobre modelos Atômicos



Técnica 3D revela detalhes inéditos de células viva

Uma técnica que está sendo usada por cientistas permite observar detalhes inéditos de células vivas.


Técnica revelou 'tentáculos' que permitem movimento de células

Segundo reportagem na publicação científica Nature Methods, a técnica “fatia a luz”, permitindo iluminar apenas a parte da célula viva que está em foco.

Com o auxílio de computadores, as fatias são depois montadas de forma a construir uma imagem tridimensional.

Com a técnica, os cientistas conseguiram enxergar, por exemplo, cromossomos durante o processo de divisão celular ou a membrana de uma célula de rim de porco.

Veja o vídeo :http://www.bbc.co.uk/portuguese/multimedia/2011/03/110307_videomicro3debc.shtml

Fonte : BBC Brasil