23 de abril de 2011

Miniaturas do Estado



  Ética e cidadania são assuntos que devem ser ensinados desde o início da educação da criança. A família cabe o papel de ensinar o comportamento ético à criança, mas quando esta é filha de pessoas já marginalizadas pela sociedade? A escola também deve participar da construção da ética e cidadania dos pequenos cidadãos.
  A formação ética da criança deve se iniciar em seu lar. A família é o primeiro grupo social que a ela participa, e nela deve-se existir regras que devem ser cumpridas, pois se há elas é porque todos têm que ter limites.
  Há famílias que já estão marginalizadas pela sociedade, então as lições éticas que elas vão passar para seus sucessores, em sua maioria  não poderão ser muito exemplares, nesse caso deve ao Estado, por meio da escola, ensinar comportamentos éticos e morais à criança .
  Os primeiros anos escolares são, em geral, os primeiros contatos do pequeno cidadão com um grupo social diferente de sua família. Então neles devem também ser ensinadas as lições de convivência harmoniosa, introduções e pequenas lições de ética e como ser bons cidadãos. E na escola devem ter regras (leis), como se fosse uma miniatura do Estado, os infratores devem ser punidos, óbvio que de forma leve de acordo com a idade, assim a criança irá aprender que deve-se cumpri as regras (leis).
  As primeiras noções de ética são de responsabilidade familiar, respeito às regras de boa convivência em sociedade à escola. Cumprimento das regras e punição (relativa com a idade ) dos infratores devem ser de responsabilidade do Estado (em sua miniatura a escola ) e da família, talvez assim reverteremos essa situação representada na charge acima. " Educai as crianças, para que não seja necessário punir os adultos", Pitágoras.


Itan Marinho

Em poucos dias, visita à China rende negociações de 20 acordos

Em poucos dias, a visita da presidente Dilma Rousseff à China já rendeu negociações de aproximadamente 20 acordos e investimentos entre Brasil e China superaram US$ 1,5 bilhão. A informação é do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel.
“O total de investimentos chineses no Brasil e a previsão de novas exportações à China anunciados durante a visita da Presidenta confirmam o cenário favorável para essa relação estratégica que pretendemos estabelecer. Sabemos que o consumidor chinês demanda cada vez mais qualidade, e nós queremos ser, também, um parceiro tecnológico e inovador com a garantia de agregar maior valor aos nossos produtos e promover o crescimento da indústria brasileira”, afirmou o ministro Fernando Pimentel.
Como exemplos, Pimentel mencionou o investimento de US$ 300 milhões na cidade de Barreiras, na Bahia, para implantar uma fábrica de processamento de soja. Segundo ele, também foram negociados investimentos no valor de US$ 300 milhões em uma planta de produção de equipamentos de informação em Goiás.
Aviação – Entre os compromissos assinados destacam-se a venda de 35 aviões E190 da Embraer para empresas chinesas, assim como um acordo para produção do modelo Legacy 600 no país com a Corporação da Indústria de Aviação Chinesa (AVIC). Os valores da compra não foram revelados oficialmente, mas fontes da delegação brasileira afirmaram que o preço médio das aeronaves é de 40 milhões de dólares, o que resultaria numa negociação de 1,4 bilhão de dólares.
Telecomunicações – A empresa de equipamentos de telecomunicações chinesa Huawei anunciou a decisão de construir um centro de pesquisas no estado de São Paulo, com investimentos de entre 300 e 400 milhões de dólares, conforme declaraçaõ da presidente à imprensa no hotel em que está hospedada, e após um dia repleto de reuniões.
Informática – Já a montadora de produtos eletroeletrônicos Foxconn investirá nos próximos seis anos 12 bilhões de dólares numa nova unidade fabril brasileira, que ficará responsável pela produção do tablets da Apple, os iPads.
Ciência e inovação – Somente em tecnologia, ciência e inovação, o investimento chinês no Brasil como resultado dos acordos assinados em Pequim vai superar um bilhão de dólares, segundo o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel.
Outros acordos foram assinados nas áreas de petróleo, defesa, nanotecnologia, recursos hídricos, normas fitossanitárias, tecnologia agrícola e agricultura tropical, além de intercâmbios universitários e de tecnologia do bambu. Além disso, o governo chinês abriu seu mercado doméstico à carne de porco brasileira.

21 de abril de 2011

Chaga Histórica



  Como quase tudo na atualidade, o racismo, o preconceito e o xenofobismo têm raízes históricas. Os povos que outrora habitavam a região da Europa, em sua maioria, eram altamente xenofóbicos, o que se repetiu com o Nazismo no século passado. Em um planeta com tantas diferenças culturais é quase impossível viver em paz sem respeito às diferenças, sejam elas culturais,  raciais entre outras.
  Segundo a Unesco, a diversidade cultural é, para o gênero humano, tão necessária como a diversidade biológica na natureza. O magro não seria assim classificado se não houvesse o gordo. As diferenças são naturais sempre vão existir. O respeito a elas é muito importante para que exista uma boa convivência entre as pessoas .
  Um dos maiores exemplos de xenofobismo, preconceito e racismo foi o Nazismo. Adolf Hitler não aceitava as diferenças entre as pessoas. E acabou impulsionando um dos maiores conflitos da humanidade, aliás essa é quase sempre uma das causas de conflitos pelo mundo.
  "Mil aromas, cores, sabores, texturas, sons, encantam as pessoas no mundo todo". As diferenças tornam este mundo mais belo, e aceita-las não é uma questão que se resolva de uma hora para a outra. É algo que deve ser resolvido na educação das crianças. Estruturação familiar, educação, para que haja respeito talvez sejam remédios que cure uma das maiores chagas da humanidade .

Itan Alan Marinho de Oliveira

11 de abril de 2011

Tinta que detecta explosivos pode impedir ataques terroristas


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Créditos: Pixland/ ThinkStock
Um novo material em spray, que detecta e neutraliza explosivos comumente usados por terroristas, pode suspender as restrições do governo norte-americano a líquidos transportados a bordo de aviões comerciais.
O material é uma substância similar a uma tinta, feita de nanopartículas de óxido metálico. Elas mudam de cor, de azul escuro para amarelo claro ou transparente, na presença de explosivos à base de peróxidos. Esses explosivos foram utilizados por terroristas nos ataques ao metrô de Londres em 2005, e também pelo “homem-bomba do sapato”, que tentou detonar a substância a bordo de um avião em 2001.
“Esse material será usado em qualquer lugar onde haja explosivos implantados por terroristas, incluindo campos de batalha, aeroportos e metrôs. Salvará vidas”, afirmou o chefe do estudo, Dr. Allen Apblett, professor de química da Universidade Estadual de Oklahoma, durante uma apresentação de suas descobertas na Sociedade Química Americana.
Segundo Apblett, a propriedade de alteração de cor permite que o material aja como um sensor, detectando rapidamente os vapores produzidos por explosivos escondidos em roupas, alimentos e bebidas. A tinta contém partículas de um composto de molibdênio, um metal usado com frequência em peças de mísseis e aeronaves. 
Fitas de teste contendo a tinta poderiam ser mergulhadas em líquidos não-potáveis antes do embarque. Em bebidas, amostras podem ser retiradas pela inserção de um tubo capilar com o material, sem contaminar os líquidos; a reação química ocorreria no interior do tubo.
Aplebett e seus colegas fundaram a Xplosafe, uma empresa que desenvolve e comercializa a “tinta anti-explosivos”. Eles esperam que o produto seja aplicado em aeroportos no máximo um ano.

1 de abril de 2011

Dados de satélite mostram como a gravidade afeta a Terra

                             
Uma animação produzida pela equipe que trabalha com o satélite Goce, da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês), mostra como a força da gravidade varia na superfície da Terra.
Os dados fornecidos pelo satélite foram exagerados para criar as imagens, que são as mais precisas sobre o assunto até agora.
O modelo da Terra ilustra como a força que sentimos sob nossos pés não é a mesma em cada ponto to planeta.
Modelo da Terra criado com dados do satélite Goce
Dados sobre a gravidade podem ajudar a entender terremotos
A gravidade é mais forte nas áreas que aparecem pintadas de amarelo no globo, e diminui até chegar às áreas azuis.
Informação
Os cientistas europeus dizem que os dados coletados pelo satélite estão modificando a compreensão sobre a força de gravidade e como ela está influenciando alguns dos processos naturais mais importantes da Terra.
Eles fornecem, por exemplo, uma visão mais clara de como os oceanos se movem e como eles redistribuem o calor do Sol pelo mundo - uma informação crucial para os estudos climáticos.
Os pesquisadores de terremotos também estão utilizando dados do Goce. Os fortes tremores que atingiram o Japão, no início do mês de março, e o Chile, em 2010, ocorreram porque grandes massas de rocha se moveram de repente sob a terra.
O satélite pode dar uma visão tridimensional do que estava acontecendo na Terra naqueles momentos.
"Mesmo que os terremotos tenham sido resultado de grandes movimentos na Terra, na altitude do satélite os sinais eram muito pequenos. Mesmo assim, é possível vê-los nos dados", disse Johannes Bouman, pesquisador do Centro de Pesquisa Geodésico da Alemanha.
A reprodução do planeta que aparece na animação é o que os pesquisadores chamam de geóide. De acordo com os cientistas, o modelo é uma espécie de versão do que a força de gravidade faz com a Terra, já que o planeta não é uma esfera perfeita e sua massa não é distribuída igualitariamente.
Dados precisos
O Goce foi lançado em março de 2009. Ele percorre o planeta de polo a polo, a uma altitude de 254,9 quilômetros - a menor órbita de um satélite de pesquisa em operação hoje.
Três pares de blocos feitos de platina dentro de um instrumento sensível a acelerações da gravidade, permitem mapear diferenças quase imperceptíveis no "puxão" exercido pela massa do planeta de um lugar a outro - das grandes cadeias montanhosas até as maiores depressões oceânicas.
Segundo Rune Floberhagen, o chefe da missão do Goce na ESA, o sistema permitirá ter dados cada vez mais detalhados.
"Quanto mais dados tivermos, mais fácil será suprimir os erros", disse.
"Estamos obtendo informações completamente novas em áreas como o Himalaia, os Andes e particularmente a Antártida. Todo o continente (da Antártida) precisa muito de informação sobre a gravidade, que nós agora podemos dar."

30 de março de 2011

Casca de banana: uma aliada no combate à água contaminada


 Casca de banana- uma aliada no combate à água contaminada  iStockphotoThinkStock-Banan 
Pesquisadores brasileiros descobriram uma aliada inesperada no combate à água potável contaminada: a banana.
Em um novo estudo, as cascas trituradas da fruta conseguiram se ligar a vestígios de chumbo e cobre em amostras de água, aumentando em 20 vezes a detecção de metais tóxicos. A descoberta é uma nova esperança para as pessoas de países em desenvolvimento, onde a qualidade da água pode ser precária e as mais avançadas tecnologias de análise de água raramente chegam.
Mas ninguém deve se apressar e colocar cascas de banana na água para torná-la potável, alertam os pesquisadores. Um dia, a técnica pode ser reproduzida em ambientes industriais de forma barata e se tornar uma opção não tóxica para a limpeza de reservatórios de água.
"A supresa está na capacidade de extração, mais alta do que em materiais similares  construídos com reações químicas, como sílica modificada, trióxido de alumínio e celulose”, explica Gustavo Castro, químico do Instituto de Biociências de Botucatu, no estado de São Paulo.
"Todos esses materiais são produzidos no laboratório com o mesmo objetivo: remover os metais da água. No entanto, o custo de produção é alto e o processo gera alguns resíduos tóxicos”.
Metais pesados como o cobre e o chumbo são poluentes comuns em efluentes industriais e agrícolas. Mesmo em concentrações extremamente baixas em água potável, esses metais podem ser prejudiciais à saúdehumana, e seus efeitos variam de náuseas a danos ao fígado e aocérebro. Entretanto, pode ser difícil detectá-los em doses tão baixas.
Em busca de formas mais sustentáveis de detectar e remover os metais da água, grupos de pesquisadores têm trabalhado com cana de açúcar, fibras de coco e cascas de maçã, entre outros materiais. Castro e seus colegas foram os primeiros a fazer experimentos com cascas de banana, que contêm proteínas que se ligam a metais.
Os pesquisadores começaram com frascos de água que continham níveis pré-determinados de íons de cobre e chumbo carregados positivamente. Eles então acrescentaram um pó fino feito de cascas de banana trituradas e agitaram a mistura. Depois de alguns minutos, havia menos metal na água do que no início do experimento, o que demonstra a ligação entre o pó de casca de banana e os metais.
A técnica funcionou até com altos níveis de pH, o que seria útil pra tratar efluentes industriais. Além disso, as cascas de banana conservaram suas propriedades de ligação com metais por mais de 10 ciclos de experimentos.
“As cascas de banana não podem ser usadas para remover metais da água ou descontaminá-la”, alerta Ashok Gadgil, engenheiro ambiental daUniversidade da Califórnia em Berkeley. “No entanto, seu valor está na habilidade de aglomerar traços de chumbo e cobre, facilitando sua detecção”.
O nível máximo permitido de chumbo na água, segundo a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos, é de apenas 15 partes por bilhão. Níveis tão baixos podem passar despercebidos com facilidade por vários tipos de equipamentos. No novo estudo, o pó de casca de banana aumentou 20 vezes mais a concentração desses metais, facilitando sua detecção mesmo com instrumentos rudimentares.
"Qualquer pessoa munida de um instrumento relativamente sensível encontrará uma concentração 20 vezes maior do (poluente) que estiver procurando”, explicou Gadgil. "A técnica interessa às pessoas que têm acesso limitado a equipamentos altamente sofisticados. Elas poderiam usá-la como um pré-concentrador para detectar minúsculas quantidades de metal, mesmo em equipamentos com altos limites de detecção”.
Entretanto, antes de aplicar a técnica no monitoramento de água no mundo real, Gadgil afirma que é preciso conduzir mais testes com outras variedades de banana e diferentes níveis de maturação. 
"Queremos saber se uma banana em Bangladesh funciona da mesma forma que uma banana no Brasil. Gostaria de confiar totalmente em um método de análise antes de partir para um plano de ação”, garante Castro.

22 de março de 2011

No dia mundial da água, entenda como ela é fundamental também no vestibular


7 tópicos que você precisa conhecer antes da prova

Escassez
O volume de água que circula no planeta não diminui nem aumenta. Ele está constante no processo de reciclagem natural: evapora com o calor, cai sob forma de chuva, escorre para o fundo da terra e retorna para a superfície, onde volta a evaporar.

A crise de água está muito mais ligada ao seu mau uso do que aos fatores naturais que poderiam gerar escassez. Além disso, vale lembrar que a quantidade de água na Terra é sempre a mesma, mas a quantidade de seres que a consomem é crescente. O desperdício e a contaminação dos mananciais são as principais ações humanas que causam desfalque nos recursos hídricos.

Estima-se que apenas 2,5% da água espalhada pelo globo seja doce. Para piorar esse quadro, a maior parte dessa água não está disponível para consumo – ou está escondida em depósitos subterrâneos ou está congelada nas geleiras e calotas polares. Com isso, a real proporção de água doce a que temos acesso imediato corresponde a 0,4% da água do mundo.


Conflitos
De acordo com o Programa Para o Meio Ambiente da Organização das Nações Unidas (Unep), cerca de um a cada seis indivíduos não tem acesso à água limpa e em quantidade adequada para garantir a saúde e o desenvolvimento social e econômico. Isso acontece, em primeiro lugar, porque a água não é distribuída de maneira equilibrada pelo planeta.

Algumas regiões dispõem de recursos hídricos abundantes enquanto outras não conseguem suprir o mínimo recomendado pela ONU – cerca de 20 a 50 litros diários por pessoa. Alguns países da África e do Oriente Médio já foram foco de conflitos armados motivados pela escassez de água. O domínio sobre essas fontes é questão estratégica de segurança nacional. Se não for bem administrada, pode gerar um contingente de 100 milhões de refugiados nos próximos 20 anos.

As guerras pelo controle de rios, lagos e reservatórios fazem parte da história da humanidade desde seus primórdios. A Síria briga com a Turquia e o Iraque pelo controle da bacia dos rios Tigre e Eufrates; israelenses e palestinos brigam pelos lençóis da Cisjordânia; Bangladesh reclamou que a barragem indiana de Farakka desvia parte da vazão do rio Ganges para longe de seu território. Resultado: nos úlimos 190 anos foram estabelecidos mais de 400 tratados internacionais para o uso compartilhado de recursos hídricos.

Disparidade no consumo
Quando pensamos no crescimento demográfico e em sua relação com o consumo de água no planeta, pensamos nas bocas sedentas e no uso cotidiano da água através de torneiras, chuveiros e descargas em vasos sanitários. Não podemos excluir esse tipo de “gasto” dos cálculos, mas a maior demanda por recursos hídricos surge da necessidade de geração de energia, que varia de acordo com desenvolvimento das sociedades no campo e na indústria.

Quanto mais rica é uma população, maior é a demanda de água por cabeça. A disparidade entre o consumo dos países ricos e pobres influi diretamente na rotina de seus habitantes. Calcula-se que os africanos gastem 40 bilhões de horas a cada ano em atividades como coleta e transporte de água potável para consumo. Em termos práticos, esse tempo seria precioso para a produção de conhecimento e riqueza no continente.
- Consumo de Água no mundo

Degradação
A contaminação da água do subsolo por pesticidas e outras substâncias tóxicas usadas na agricultura pode inutilizar aquíferos para sempre. Os rios e lagos também podem morrer devido ao excesso de algas, que acabam com o oxigênio da água, tornando-a imprópria para peixes e toda a fauna aquática. Isso acontece quando os nutrientes do solo são arrastados pelas chuvas para os rios e lagos, estimulando o crescimento das algas.

A questão dos efluentes tóxicos exige observância das indústrias. Muitos rios ficam poluídos porque as substâncias contaminantes - como o mercúrio presente em aparelhos eletrônicos e os usados na mineração - tornam os efluentes industriais venenosos.

Dentre os problemas mais urgentes, destacam-se a impermeabilização do solo que prejudica a recarga dos aquíferos e as redes de esgoto sem tratamento, que contaminam as fontes subterrâneas e espalham doenças letais.

Abuso
Parece ironia, mas, quanto mais próspera é a economia global, maior é a sede do planeta. No decorrer do século XX, muitos ambientes aquáticos foram comprometidos por projetos de irrigação e ocupação irregular do solo. O mar de Aral é o exemplo extremo dessa situação.
Em 60% das cidades europeias com mais de 100 mil habitantes, o consumo de água subterrânea é maior do que sua taxa de reposição. A Cidade de México fica sobre um lençol freático responsável por 72% do abastecimento. Seis mil poços sugam 52 m³ por segundo e recebem apenas 28 m³ por segundo. Esse esvaziamento do lençol faz a cidade afundar 10 cm por ano.

Mudanças climáticas
As mudanças que mais afetam os recursos hídricos do planeta causam as chuvas ácidas e o derretimento das geleiras. Entenda como e por que.

No caso das chuvas ácidas, os óxidos liberados pela queima de combustíveis reagem com a água e o oxigênio atmosféricos, formando os ácidos sulfúrico e nítrico. Quando as chuvas carregam esses ácidos, o resultado é o envenenamento dos rios, da terra, a morte da vegetação e o surto de doenças.

Quanto ao fim das geleiras, estima-se que 80% das geleiras do Himalaia possam sumir em 30 anos, reduzindo a vazão dos principais rios asiáticos, responsáveis pelo abastecimento de mais de 16% da população mundial. A redução da neve nos Andes, nascente do rio Amazonas, afetará toda a América do Sul. Isso diz respeito não só ao abastecimento, mas também a novas mudanças bruscas nos aspectos climáticos, fechando um ciclo desastroso.

Saneamento básico e saúde
O corpo humano é constituído por 60% de água. Ela é fundamental para manter a integridade dos tecidos, a oxigenação do sangue e o funcionamento dos órgãos. Por esses motivos, o primeiro sintoma de escassez hídrica em uma região é o aumento vertiginoso dos problemas de saúde em sua população.

Consumir água imprópria para beber e cozinhar é uma das principais causas de morte nas zonas periféricas do mundo. A falta de saneamento básico influi diretamente na estrutura social de uma população: nenhuma criança consegue estudar e se não tiver condições mínimas de higiene que permitam sua boa formação física e intelectual.

No Brasil, cerca de 28 mil habitantes morrem todo ano em decorrência de algum fator relacionado à disponibilidade ou à qualidade da água e à falta de saneamento. No mundo, a água contaminada mata 1,6 milhões de crianças por diarréia a cada ano.

21 de março de 2011

Bombas e dilemas sobre a Líbia


A aprovação da resolução 1973 pelo Conselho de Segurança das Nações Unidos, impondo uma zona de exclusão aérea sobre o território líbio, é fruto da história recente. A comunidade internacional foi acusada, nos anos 1990, de inação diante de graves crises, o que levou à morte e expulsão de milhões de pessoas. Ao mesmo tempo, superpotências agindo isoladamente foram condenadas pelo exagero e despreparo de suas intervenções militares, em grande medida determinadas por interesses políticos e econômicos. Diante de falhas resultantes desses dois caminhos, quando afinal é necessário e recomendável agir?
A criação da ONU, nos anos 1940, não conseguiu resolver dilemas envolvendo os interesses de Estados e indivíduos. A Carta da organização, em seu primeiro artigo, garante o respeito ao "princípio de direitos iguais e autodeterminação dos povos". Já o segundo fala na "igualdade de soberania entre todos os seus membros" e diz que todo país signatário da Carta deve evitar "o uso da força contra a integridade territorial ou independência política de qualquer Estado". Tudo muito bonito, mas o problema começa quando notamos que "povos" e "Estados" não são a mesma coisa. Há muitos povos convivendo dentro de Estados ou espalhados além de fronteiras. O que fazer quando o desejo de um povo é conflitante com os interesses do país que ele habita? O final do Artigo 2 complica ainda mais o estabelecimento de direitos e deveres, ao dizer que "nada contido nesta presente Carta pode autorizar as Nações Unidas a intervir em assuntos que estão essencialmente dentro da jurisdição de qualquer Estado". Como então garantir ao mesmo tempo os direitos de povos e indivíduos e a integridade política e territorial de um Estado?
A década de 1990 foi marcada por conflitos armados que não envolviam apenas a luta pelo poder, mas a subjugação física e moral de comunidades e indivíduos. Na Argélia, na ex-Iugoslávia ou em Ruanda, foram os cidadãos comuns, incluindo mulheres e crianças, que mais sofreram. Depois do genocídio de quase 1 milhão de tutsis e hutus moderados, em Ruanda, e dos relatos de violência sexual em massa e ataques a civis na Bósnia-Herzegovina, a comunidade internacional foi inundada de criticas. Os mecanismos estabelecidos pela ONU até então não estavam sendo suficientes para proteger populações civis. Tal situação levou ao desenvolvimento de uma nova doutrina. Sem poder legal, a Responsabilidade de Proteger é um conjunto de princípios desenvolvido nos últimos anos e adotado oficialmente pelas Nações Unidas no final da década passada. Segundo eles, a soberania nacional implica deveres, especialmente o de garantir a segurança da sua população. O secretário-geral da ONU, Bank Ki-Moon, associou o novo raciocínio à crise na Líbia ao dizer que o regime de Muamar Khadafi não podia fugir da responsabilidade de proteger sua população. Seu discurso transformou-se em ação com a aprovação da resolução 1973, da qual países como Brasil, Alemanha, China e Índia se abstiveram, mostrando que o caminho adotado está longe de ser uma unanimidade.
A ideia da nova doutrina internacional foi prevenir a ocorrência de genocídios e garantir os mais básicos direitos humanos, mas sua implementação é ainda difícil e polêmica. O mesmo Conselho de Segurança que pressiona Khadafi não se pronunciou contra os militares de Mianmar, por causa dos interesses da China, as inúmeras ações russas na Chechênia, por razões óbvias, ou atos de repressão realizados por aliados de Washington, como o o Uzbequistão. Os membros permanentes do Conselho de Segurança sempre olharão de forma seletiva para crises mundo afora, o que contraria o caráter universalista da Carta das Nações Unidas. Minorias na Rússia, na China ou mesmo na Arábia Saudita, além das vítimas de abusos de tropas americanas no Iraque ou no Afeganistão, têm muito pouca, ou quase nenhuma, chance de receber apoio internacional. Além disso, os governos terão de avaliar as possíveis consequências da possível adoção de uma ação militar. No caso do Iraque, a intervenção, realizada sem autorização explícita da ONU, e a consequente ocupação americana foram um desastre. Em Kosovo, os ataques da Otan, também sem aval das Nações Unidas, levaram à divisão territorial da Sérvia. O que acontecerá com a Líbia? Mesmo que os ataques ocidentais consigam proteger a população do leste do país, qual será o resultado a médio e longo prazos? Se Khadafi for derrubado, poderá o país ser pacificado ou sofrerá o mesmo destino da Iugoslávia, que não resistiu às diferenças internas? Isso será bom ou ruim para a região? Poderão grupos radicais, como a Al-Qaeda, que atua não muito longe dali, se aproveitar do agravamento do conflito? Além de bombas, há inúmeros dilemas no caminho da Líbia.

18 de março de 2011

Crise em Jirau: autoridades tranqüilizam a população durante coletiva


Paz, tranqüilidade e um pedido de calma à população. Esses foram os principais pontos abordados por autoridades rondonienses, durante entrevista na tarde desta sexta-feira (18/03). A coletiva foi marcada para explicar as ações tomadas, as causas e o desenrolar da crise que se instalou na capital, após a revolta de operários no canteiro de obras da usina de Jirau.
A reunião no auditório do Palácio Presidente Vargas, contou com a presença do governador Confúcio Moura (PMDB), do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Valter Araújo (PTB), dos deputados estaduais Hermínio Coelho e Epifânia Barbosa (ambos do PT), do prefeito de Porto Velho, Roberto Sobrinho (PT), do deputado federal Moreira Mendes (PPS), do secretário estadual de Segurança, Marcelo Bessa e do gerente geral da obra, Renato Penteado.
Todos fizeram questão de afirmar que a situação está sob controle e de que não passariam de boatos as possíveis ameaças de saques e depredações que circularam pela manhã na capital.
“A situação é grave, mas o poder público está fazendo a sua parte, junto com a empresa Camargo Correia, para que a crise seja superada”, declarou o governador.
“Não acredito que somente uma briga entre um motorista e um operário tenha gerado todo esse tumulto. Mas, agora é o momento de agirmos para que essa grave crise seja superada”, disse o prefeito Roberto Sobrinho.
Já o deputado Valter Araújo pediu calma à população da capital e disse que o momento agora “é de paz e tranqüilidade”.
“Peço à imprensa que transmita à população uma mensagem de tranqüilidade, de paz. O Governo fez a sua parte, a empresa está fazendo a parte dela e a sociedade deve ficar calma, pois a situação está sob controle”, disse.
Ficou definida numa reunião entre as autoridades e representantes da empresa que os trabalhadores serão encaminhados a sua cidade de origem e deverão retornar ao canteiro de obras, em 90 dias.
“A empresa se comprometeu a continuar pagando o salário nesse período e a não fazer nenhuma retaliação contra os trabalhadores. O custo de passagem de retorno às suas cidades e depois a volta ao trabalho na obra serão custeados pela empresa”, informou Valter.
Todas as autoridades subscreveram a nota oficial publicada abaixo, tranqüilizando a população, explicando as medidas tomadas e reafirmando o compromisso de manutenção da ordem social.
NOTA DE ESCLARECIMENTO


Os membros natos do Gabinete de Gestão Integrada e demais autoridades convidadas a participarem da reunião extraordinária promovida pelo seu Coordenador Geral e Secretário de Segurança, Defesa e Cidadania, vem a público divulgar um resumo dos últimos acontecimentos ocorridos no canteiro de obras da Usina Hidrelétrica de Jirau, bem como as medidas implementadas com vistas à solução pacífica dos conflitos eclodidos na empresa e nos Distritos de Jaci Paraná e Nova Mutum:

Os primeiros focos de conflitos surgiram no dia 15.03.2011, terça-feira, oportunidade em que o desentendimento entre os trabalhadores da empresa resultou em agressões mútuas e danos causados em alguns pavilhões destinados aos alojamentos dos trabalhadores, bem como depredação e queima de alguns ônibus utilizados no transporte de empregados da Camargo Correa.

Diante dos fatos, um efetivo da Companhia de Operações Especiais foi mobilizado para o local para por fim ao conflito e restabelecer a ordem, o que foi feito.

No dia 16.03.2011, mais conflitos foram desencadeados, possivelmente ligados a fatores diversos, o que resultou no ateamento de fogo em diversos pavilhões de alojamentos e em mais de uma dezena de ônibus. O policiamento foi reforçado e a situação mais uma vez foi contida.

No entanto, na manhã do dia 17.03.2011, movidos pelo desgaste decorrente dos últimos conflitos noticiados e pela dificuldade da empresa em viabilizar soluções para contingenciar a crise, haja vista a inexistência de qualquer pauta de reivindicações apresentada pelos trabalhadores, um novo conflito foi eclodido e mais uma vez foi ateado fogo em alojamentos e veículos (basicamente ônibus). A tropa de choque mais uma vez atuou para debelar os manifestantes e controlar a situação, o que foi feito.

Em decorrência dos fatos, milhares de manifestantes se retiraram do canteiro de obras, e seguiram em direção aos distritos de Jaci Paraná e Nova Mutum. O deslocamento foi realizado a pé e em cima de veículos diversos (caçambas, caminhões, carretas, caminhonetes, etc.).

A BR-364 foi interditada em alguns momentos, principalmente no ponto que dá acesso ao canteiro de obras, e também em vista da ocupação do leito da via pelos trabalhadores. Algumas fogueiras foram feitas no leito e às margens da rodovia, mas logo a situação foi controlada e a via liberada mediante o emprego de efetivo policial.

Diante da situação relatada, foi enviado efetivo de aproximadamente 150 PM’s para reforçar o policiamento nos Distritos de Nova Mutum e Jaci Paraná, juntando-se ao efetivo lotados nestas localidades e tropa de choque que já operava no local.

A Secretaria de Segurança Pública viabilizou os contatos necessários e intermediou, na área do conflito, a solução aos anseios dos trabalhadores junto à Empresa Camargo Correa no sentido de evitar novas manifestações e com o firme propósito de manter a ordem pública nas localidades atingidas.

Os trabalhadores foram organizados em filas e permaneceram aguardando no local, durante a tarde e noite de quinta-feira, o transporte para alojamentos providenciados em Porto Velho/RO, atividade que encerrou por volta das 2 horas.

Durante o tempo em que permaneceram nos locais de embarque, os trabalhadores foram constantemente informados acerca das providências que estavam sendo adotadas, além do que, foram alimentados com o fornecimento de água mineral, lanches, frutas e marmitex, tudo custeado às expensas da empresa Camargo Correa, sendo que a distribuição dos alimentos foi realizada pelo efetivo das polícias civil, militar e corpo de bombeiros.

A Força Nacional de Segurança foi solicitada e ainda na noite de quinta-feira um efetivo de 35 policiais já se encontrava no local do evento. Na manhã desta sexta-feira o efetivo já era de 96 policiais militares e até o final do dia este número deve chegar aos 126 policiais.

Em Porto Velho, para onde os trabalhadores foram transportados, os alojamentos foram providenciados nas instalações do SESI, Náutilus e Caipirão.

Dentre as medidas tomadas pela empresa Camargo Correa, estão o acerto de verbas trabalhistas, a distribuição de passagens aos trabalhadores que necessitem retornar aos seus locais de origem, o fornecimento de alimentação aos alojados, o compromisso em custear os salários dos trabalhadores durante a paralisação das obras, bem como o chamamento dos trabalhadores quando do reinício destas.

No canteiro de obras e Distritos correlatos, a Segurança Pública empregou um efetivo de aproximadamente 300 policiais civis e militares, e cerca de 30 bombeiros militares, afora o efetivo mobilizado da Força Nacional de Segurança.

Na capital, todo o efetivo das unidades operacionais encontra-se de prontidão, sendo que em cada local onde os trabalhadores foram alojados existe efetivo de serviço, não sendo registrado, até o presente momento, qualquer manifestação contrária e atentatória à ordem pública, na área urbana da cidade, promovida por estes trabalhadores.

Portanto, o número de solicitações ao Centro Integrado de Operações (CIOP) registrado ontem no horário das 5hs as 13hs foram de 81 chamados. No mesmo horário, no dia de hoje, ocorreram 82 chamados. As pessoas encaminhadas à Central de Polícia e Delegacias de Polícia no dia de ontem, no horário referido, foram em número de 35. Já no dia de hoje, no mesmo período, foram apenas 15.

Com estes números, fica evidenciado que a situação está controlada e tendo o devido tratamento em face do número de funcionários que estão alojados na cidade, por meio da ocorrência na UHE Jirau. Ademais disso, cabe ressaltar que o movimento nas ruas da capital teve acréscimo por conta de folga dada aos funcionários da UHE Santo Antônio, os quais retomarão às suas atividades na próxima segunda-feira.

O Governo do Estado de Rondônia, por meio da Secretaria de Estado da Segurança, Defesa e Cidadania (SESDEC), conclama a imprensa para utilizar os meios oficiais de informação e pede que chequem as informações antes de serem veiculadas na mídia, a fim de filtrar os fatos dos boatos. O objetivo é proporcionar, por meio da Responsabilidade Social da comunicação em veículos diversos, a divulgação de notícias verídicas, e não fomentar o caos junto à sociedade, corroborando assim com a manutenção da ordem pública, e divulgando tão somente as ocorrências reais.
 
CONFÚCIO MOURA - GOVERNADOR
VALTER ARAUJO – PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA
MOREIRA MENDES - DEPUTADO FEDERAL
MARCELO NASCIMENTO BESSA - Coordenador GGI/SESDEC/RO GGI/SESDEC 

RENATO DE ARRUDA PENTEADO – Diretor CAMARGO CORREA 

EMERSON S. CASTRO - VICE PREFEITO PVH

RICARDO DE SÁ VIEIRA – Secretário Casa Civil 

EPIFANIA BARBOSA DA SILVA - DEPUTADA ESTADUAL 

HERMÍNIO COELHO - DEPUTADO ESTADUAL