8 de setembro de 2011

Por que devemos relembrar o 11/9?



911
Dez anos depois, muitos americanos ainda se lembram nitidamente dosterríveis eventos de 11 de setembro de 2001. Aviões se espatifando contra o World Trade Center; pessoas pulando de janelas a centenas de metros de altura; milhares de civis fugindo do centro de Manhattan a pé. São imagens difíceis de esquecer.
Por outro lado, a maioria das pessoas que ficaram grudadas no noticiário durante vários dias em 2001, hoje raramente pensam naquele dia fatídico. E as pessoas que moram longe do local ou eram novas demais na época talvez não entendam muitos dos detalhes dos ataques.
É um fenômeno clássico que se repete ao longo de anos de guerras e traumas, garantem os historiadores. Em meio a eventos trágicos, as pessoas têm certeza de que o mundo jamais será o mesmo. Mas à medida que os anos e as gerações passam, a vida cotidiana volta ao normal para a maioria das pessoas. As influências políticas e culturais gradualmente transformam nossas memórias da história ao longo de décadas.
Enquanto os conflitos no Iraque e Afeganistão continuarem, ainda é cedo para saber se o 11/9 será relembrado ou mesmo se as gerações futuras irão homenagear a data.
"Podemos deixar as desavenças políticas de lado quando lemos os nomes do 11/9, e voltar 364 dias no ano para questionar se devíamos ter feito isto ou aquilo”, afirma Gavriel Rosenfeld, historiador da Universidade de Fairfield em Connecticut. "Tudo se resume ao fato de que a história definitiva do 11/9 não foi escrita, já que ainda a estamos vivendo”.
Contudo, a História sugere – para o bem ou para o mal – que uma narrativa cultural de esperança e otimismo deve, por fim, prevalecer, afirma Alvin Rosenfeld, autor de "The End of the Holocaust" (O Fim doHolocausto, em tradução livre) e professor de Estudos Ingleses e Judaicos da Universidade de Indiana, que também é pai de Gavriel Rosenfeld.
Para exemplificar, Alvin menciona Anne Frank. Embora tenha sofrido terrivelmente durante o Holocausto, todos os filmes e peças americanos feitos sobre ela eram calcados em uma das raras linhas animadoras de seu diário: "Apesar de tudo, ainda acredito que as pessoas tenham um bom coração".
"Se isso é comparável à forma como a memória do Holocausto evolui coletivamente, nós nos lembraremos (do 11/9), mas o tempo tende a dissipar a amargura”, reflete Alvin Rosenfeld. "Os americanos tendem a desejar que as coisas acabem bem, não mal. Gostamos de finais felizes, valorizamos demais a esperança. Não queremos nos deter no passado, especialmente se ele for terrível como o Holocausto e o 11/9/".
Não há um consenso de que a tendência dos americanos de transformar escombros em esperanças seja uma coisa boa. Alguns especialistas a consideram uma atitude ingênua; outros, uma forma de superação.
Mas o otimismo do nosso país aponta claramente para a diferença entre história e memória. E os eventos do 11 de setembro de 2001 podem ter introduzido um espinho naquela disposição eternamente edificante, reflete Gavriel Rosenfeld.
Ele menciona reavaliações recentes da Segunda Guerra, que sempre foi lembrada como uma “guerra boa”.  Atualmente, muitos especialistas estão começando a questionar a verdade subjacente ao termo, argumentando que teria sido muito melhor se não tivéssemos sequer entrado na guerra.
"Creio que o 11/9 foi um divisor de águas no tocante à forma como reavaliamos certos aspectos da história”, afirma Gavriel Rosenfeld. "Desde o 11/9, há um novo ceticismo em relação ao envolvimento da América nas questões globais e ao uso do poder político para atingir seus objetivos”.
Estudos sobre o Holocausto oferecem outras percepções e ajudam a avaliar se o 11/9 será lembrado ou esquecido dentro de 80 anos. Ambos os eventos são considerados atos chocantes e impensáveis, que ocasionaram a perda de muitas vidas inocentes. Mas se comparado às quase 3.000 pessoas que morreram nos ataques do 11 de setembro há dez  anos, o Holocausto ocorreu em escala bem maior, matando quase seis milhões de judeus ao longo de mais de uma década.
Ainda assim, muitas pessoas desconhecem ou se esquecem de muitos detalhes daqueles anos terríveis, afirma Lawrence Langer, autor de "Holocaust Testimonies: The Ruins of Memory" (Depoimentos do Holocausto: As Ruínas da Memória, em tradução livre)
Em uma das maiores atrocidades do Holocausto em 1941, por exemplo, mais de 33 mil judeus foram mortos a tiros e sepultados em valas comuns, durante dois dias e duas noites em Babi Yar, na Ucrânia. Entretanto, poucas pessoas conhecem esse incidente. Dependendo da forma como os atentados de 11/9 se encaixarem em um contexto histórico e político mais amplo, aquele dia terrível também pode desaparecer da nossa memória coletiva.
É fundamental que lutemos para recordar as atrocidades do passado, afirma Langer, e não porque isso evitará futuras tragédias, mas porque os atos de ouvir, aprender e recordar são passos importantes no desenvolvimento da empatia por outros indivíduos e culturas.
Preservar as memórias de eventos traumáticos também ajuda a validar a experiência das pessoas que sofreram diretamente.
"Conhecer um evento histórico faz parte do processo de se tornar uma pessoa civilizada e educada”, afirma Langer, que entrevistou mais de 80sobreviventes do Holocausto e assistiu a entrevistas com mais de cem.
"As pessoas que entrevistei contam suas histórias porque querem que o mundo saiba o que aconteceu a elas", pontua.  "O fato de alguém saber e se importar com isso valida sua experiência. Não lhe confere significado, mas se ninguém se importa, você é relegado ao esquecimento. Se não recordamos o que aconteceu no 11/9, é como se não tivesse acontecido”.


Fonte : http://www.discoverybrasil.com/

24 de agosto de 2011

Como estudar a 2 meses do Enem

Resolver provas antigas e ler jornais e revistas são as principais dicas para quem vai fazer o maior vestibular do país
Daqui a exatos dois meses, mais de seis milhões de pessoas farão o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Desde que passou a selecionar novos estudantes para universidades e institutos de ensino superior em todo o país, a prova, que neste ano acontece entre 22 e 23 de outubro, tornou-se o maior vestibular do Brasil.
A grande dica é tentar conhecer ao máximo a prova. "É importante ver como são as questões do Enem e como são abordados os temas de cada matéria. Melhor do que ver a teoria, agora é hora de aplicar o conhecimento na prática", explica o professor de geografia Reinaldo Scalzaretto, do cursinho Anglo.



Mas, faltando pouco tempo para o Enem, será que ainda é possível estudar para garantir um bom desempenho no dia da prova? O que é melhor, manter o foco na teoria, ou tentar aplicar tudo o que já sabe em exercícios?

Para o professor Edson Futema, que dá aulas de Biologia no cursinho da Poli, em São Paulo, a prática também deve ser o foco dos estudos nos próximos meses. "Em 60 dias dá para resolver de 2 a 3 simulados, o que é um bom treino", diz.

Outra dica é tentar ler e escrever o máximo que puder. "Todo candidato deve se preocupar com a interpretação de texto. Um bom treino é fazer fichamentos das matérias. Além de fixar o conhecimento, o estudante acaba treinando a interpretar aquilo que sabe", explica Jucenir da Silva Rocha, professor de história do cursinho Anglo.

Segunda a professora Vivian D’Angelo Carreira, que dá aulas de interpretação de texto e gramática no cursinho do XI, a leitura de jornais e revistas é indispensável para o estudante que fará o Enem. "As redações do Enem sempre cobram temas sociais, por isso é importante estar atento com os assuntos que estão sendo muito falados na imprensa", diz. 

Além de ajudar na prova de redação, ficar atento às notícias é fundamental para a resolução das tão cobradas questões de atualidades, que caem com frequência no Enem. "O Enem cobra muito que o candidato seja minimamente informado, por isso faz tantas questões de atualidades", comenta o professor Jucenir da Silva Rocha.

Depois de todas essas informações, ainda se sente inseguro para fazer o Enem? Confira a seguir algumas dicas do que estudar em cada área cobrada no exame.
ÁREA DO CONHECIMENTOMATÉRIASDICAS DO QUE E COMO ESTUDAR
LINGUAGENS E CÓDIGOSPORTUGUÊS - Figuras de linguagem e variação lingüística: linguagem coloquial e formal

- O Enem não cobra gramática, a prova de português é basicamente de interpretação de texto

- Faça resumos de literatura, apesar de não ser cobrado na prova é uma boa forma de treinar a interpretação de textos
INGLÊS - Familiarize-se com textos em inglês. Leia jornais e revistas no idioma

- Não se preocupe com gramática, a prova cobra uma boa leitura do texto apresentado na questão
CIÊNCIAS HUMANASHISTÓRIA - O exame cobra mais questões de história política e social, como questões indígenas, racial, da mulher e questão agrária

- Mais atenção para a história recente, como ditadura militar, no Brasil e no mundo

- Questões da história mais antiga ligadas à formação da sociedade
GEOGRAFIA - Temas mais cobrados são ligados à energia: petróleo e derivados, matriz energética (Brasil e mundo), fontes alternativas

- Também aparecem questões ambientais, como aquecimento global, ilhas de calor, enchentes, ocupação de mananciais

- Outro tema frequente é referente à população: envelhecimento, crescimento vegetativo
CIÊNCIAS DA NATUREZABIOLOGIA - Atenção para questões de evolução, seleção natural, e genética

- A prova cobra bastante a biologia ligada às questões ambientais, como desmatamento e aquecimento global

- Fisiologia humana, como trocas gasosas na respiração ou nutrição, também pode aparecer
QUÍMICA - O Enem não cobra fórmulas de química. Preste atenção a temas como: efeito estufa, trocas gasosas, questões energéticas e aquecimento global
FÍSICA - Os conteúdos que mais caem na prova são: cálculo de energia, cálculos de velocidade média, potência e calorimetria

- A prova não cobra tantas fórmulas, o mais importante é prestar atenção nas informações que aparecem no enunciado, que ajudam a encontrar a respostas da questão
MATEMÁTICAÁLGEBRA E ARITMÉTICA - Prepare-se para questões de funções, probabilidade e análise combinatória
GEOMETRIA - Cálculo de figuras planas e espaciais

- A geometria analítica também costuma ser cobrada na aprova
REDAÇÃOREDAÇÃO - Preste atenção aos temas sociais

Retirado de : 
http://guiadoestudante.abril.com.br/

11 de agosto de 2011

Eu sou mais que a minha cor!


Roberta Fragoso Kaufmann, O GLOBO

Vocês sabiam que a categoria racial “negro” não existe oficialmente? Nem sequer para o IBGE? No sistema atual, utilizam-se cinco possibilidades: branco, preto, amarelo, pardo e indígena. Então, o que isto significa?

Negro, no Brasil, é a junção das pessoas que se declaram pretas com as pessoas que se declaram pardas, para fins de divulgação das estatísticas. Ora, e quem são os “pardos”? São todos os brasileiros misturados e que se originaram da miscigenação entre brancos e pretos. Para onde foram os mamelucos? E os cafuzos? Esses não têm espaço.

Todos são obrigados a serem pardos! Mas se “pardo” é a mistura de brancos e pretos, por que eles são contabilizados como “negros”, em vez de “quase brancos” (já que possuem ascendentes dos dois grupos)? Porque os arautos da racialização querem nos tornar um país bicolor, aos moldes dos Estados Unidos! Eles lastimam o fato de nos reconhecermos miscigenados e entendem isso como retrocesso, em vez de reproduzirmos o ideal birracial dos EUA. Pensam como colônia e refutam a identidade nacional. Querem a formação de identidades bipolares (branca e preta) e recusam a identidade brasileira.

Um dos grandes problemas para os teóricos racialistas é a dificuldade que o brasileiro tem de se reconhecer pardo. Ninguém quer ser pardo. Todo mundo quer ser moreno.

Pesquisa divulgada em julho de 2011 pelo IBGE afirma que a esmagadora maioria dos que foram identificados como pardos prefere se utilizar do termo moreno. Por que, então, existe tanta resistência à adoção do termo moreno? Ora, se adotássemos moreno, em vez de pardo, este grupo representaria a esmagadora maioria, e, assim, ficaria difícil pleitear oportunidades para grupos outrora minoritários: a causa perderia legitimidade.

Por outro lado, as estatísticas relativas às condições sociais também melhorariam substancialmente. Isto porque, em muitos casos, apenas os dados sociais relativos aos pretos — que compõem 7% da população — são divulgados. Por exemplo, quando se utiliza da afirmação de que apenas 8% dos pretos estão no curso superior, olvidando-se, oportunamente, a categoria dos pardos, que representam 32% dos estudantes universitários do país.

Esta tormentosa questão, tipicamente brasileira, nunca comoveu os pesquisadores americanos. Elucidativo é o fato de que os principais livros que abordam a questão das ações afirmativas nos EUA passam ao largo do problema que tanto nos atormenta: defina quem é negro no Brasil? Pode-se dizer que é, no mínimo, curiosa a observação de brasilianistas americanos sobre o critério multirracial brasileiro, classificando- o como confuso. Nesse sentido, confira-se com Thomas Skidmore, quando afirma: “O sistema classificatório multirracial empregado pelos brasileiros costuma confundir e desorientar visitantes estrangeiros, inclusive sociólogos e antropólogos profissionais.”

A observação se torna curiosa porque a regra da ancestralidade, da uma gota de sangue, para eles, parece ser de uma nitidez cristalina. Assim, classificar uma pessoa loura, de olhos azuis e pele claríssima como preta parece ser a coisa mais óbvia e inteligível do mundo! Este foi o caso do Walter White, que não só era louro dos olhos azuis, mas foi por 25 anos presidente da maior organização a favor dos negros nos EUA. Eu sou brasileira e não quero ter que pensar sobre mim mesma a partir de minha cor. Sou muito mais do que isso!


http://rodrigoconstantino.blogspot.com

27 de julho de 2011

O Universo Holográfico, Alain Aspect e David Bohm

Em 1982 ocorreu algo muito importante na Universidade de Paris. Uma equipe de pesquisa liderada pelo físico Alain Aspect descobriu que sob certas circunstâncias, partículas subatômicas como os elétrons são capazes de instantaneamente se comunicar uns com os outros não importando a distância entre eles. Podem ser 5 metros ou 5 bilhões de metros. De alguma forma uma partícula sempre sabe o que a outra está fazendo.


O problema com esta descoberta é que ela coloca em causa a afirmação de Einstein que nenhuma comunicação pode viajar mais rápido do que a velocidade da luz. E como viajar mais rápido que a velocidade da luz é o objectivo máximo para quebrar a barreira do tempo, este fato estonteante tem feito com que muitos físicos tentem vir com maneiras elaboradas para descartar os achados de Aspect.


O físico da Universidade de Londres, David Bohm, por exemplo, acredita que as descobertas de Aspectimplicam em que a realidade objectiva não existe, que a despeito da aparente solidez o universo está no coração de um holograma fantástico, gigantesco e extremamente detalhado. Para entender porque Bohmfaz esta afirmativa surpreendente, temos primeiro que saber um pouco sobre hologramas. Um holograma é uma fotografia tridimensional feita com a ajuda de um laser.


Para fazer um holograma, o objecto a ser fotografado é primeiro banhado com a luz de um raio laser. Então um segundo raio laser é colocado fora da luz reflectida do primeiro e o padrão resultante de interferência (a área aonde se combinam estes dois raios laser) é capturada no filme. Quando o filme é revelado, parece um redemoinho de luzes e linhas escuras. Mas logo que este filme é iluminado por um terceiro raio laser, aparece a imagem tridimensional do objecto original.


tridimensionalidade destas imagens não é a única característica importante dos hologramas. Se o holograma de uma maçã é cortado na metade e então iluminado por um laser, em cada metade ainda será encontrada uma imagem da maçã inteira. E mesmo que seja novamente dividida cada parte do filme sempre apresentará uma menor, mas ainda intacta versão da imagem original. Diferente das fotografias normais, cada parte de um holograma contém toda a informação possuída pelo todo.


A natureza de "todo em cada parte " de um holograma nos proporciona uma maneira inteiramente nova de entender organização e ordem. Durante a maior parte de sua história, a ciência ocidental tem trabalhado dentro de um conceito que a melhor maneira para entender um fenómeno físico, seja ele um sapo ou um átomo, é dissecá-lo e estudar suas partes respectivas. Um holograma nos ensina que muitas coisas no universo não podem ser conduzidas por esta abordagem. Se tentamos tomar alguma coisa à parte, alguma coisa construída holograficamente, não obteremos as peças da qual esta coisa é feita, obteremos apenas inteiros menores.


Este "insight" é o sugerido por Bohm como outra forma de compreender os aspectos da descoberta deAspectBohm acredita que a razão que habilita as subpartículas a permanecerem em contacto umas com as outras a despeito da distância que as separa não é porque elas estejam enviando algum tipo de sinal misterioso, mas porque esta separação é uma ilusão. Ele argumenta que em um nível mais profundo de realidade estas partículas não são entidades individuais, mas são extensões da mesma coisa fundamental.


Para capacitar as pessoas a melhor visualizarem o que ele quer dizer, Bohm oferece a seguinte ilustração: Imagine um aquário que contém um peixe. Imagine também que você não é capaz de ver este aquáriodirectamente e seu conhecimento deste aquário se dá por meio de duas câmaras de televisão, uma dirigida ao lado da frente e outra a parte lateral.


Quando você fica observando atentamente os dois monitores, você acaba presumindo que o peixe de cada uma das telas é uma entidade individual. Isto porque como as câmeras foram colocadas em ângulos diferentes, cada uma das imagens será também ligeiramente diferente. Mas se você continua a olhar para os dois peixes, você acaba adquirindo a consciência de que há uma relação entre eles.


Quando um se vira, o outro faz uma volta correspondente apenas ligeiramente diferente; quando um se coloca de frente para a frente, o outro se coloca de frente para o lado. Se você não sabe das angulaçõesdas câmeras você pode ser levado a concluir que os peixes estão se intercomunicando, apesar de claramente este não ser o caso.


Isto, diz Bohm, é precisamente o que acontece com as partículas subatômicas na experiência de Aspect. Segundo Bohm, a aparente ligação mais-rápido-do-que-a-luz entre as partículas subatômicas está nos dizendo realmente que existe um nível de realidade mais profundo da qual não estamos privados, uma dimensão mais complexa além da nossa própria que é análoga ao aquário. E ele acrescenta, vemosobjectos como estas partículas subatômicas como se estivessem separadas umas das outras porque estamos vendo apenas uma porção da realidade delas.


Estas partículas não são partes separadas mas sim facetas de uma unidade mais profunda e mais subliminar que é holográfica e indivisível como a maçã previamente mencionada. E como tudo na realidade física está compreendido dentro destes "eidolons", o próprio universo é uma projecção, um holograma.


Em adição a esta natureza fantástica, este universo possuiria outras características surpreendentes. Se a aparente separação das partículas subatômicas é uma ilusão, isto significa que em nível mais profundo de realidade todas as coisas do universo estão infinitamente interconectadas.


19 de julho de 2011

Letra de mão começa a ser abolida nas escolas dos EUA

Ensino da letra cursiva passa a ser opcional em Indiana; demais estados deverão seguir decisão
O ensino da letra de mão (cursiva) será opcional no estado de Indiana, nos Estados Unidos, e deve parar de ser ensinada definitivamente nos próximos anos.
A decisão deve seguida por mais 40 estados norte-americanos. Os governos consideram o ensino da letra de mão ultrapassado.
Os defensores da lei argumentam que as crianças de hoje praticamente não necessitavam escrever à mão, com lápis e papel.
Para eles, aulas de como digitar com habilidade seriam mais importantes, já que o uso de computadores, notebooks e celulares é cada vez mais comum.
Estados como Carolina do Norte e Geórgia já anunciaram que tomarão decisão similar muito em breve. Esses 41 estados integram o "Iniciativa para um Padrão Comum de Currículo", responsável por padronizar o currículo da educação básica nos EUA.
No Brasil, o ensino da letra cursiva não foi abandonado. Entretanto, a pedagogia atual não prioriza a técnica no ensino da letra, mas sim o desenvolvimento das habilidades de leitura e escrita.


10 de julho de 2011

Células de combustível “turbinadas” com nanotecnologia aumentam eficiência energética do carvão

Coal

A ideia de energia limpa pode evocar imagens de campos a perder de vista, repletos de turbinas eólicas, ou uma paisagem urbana coberta depainéis solares. Mas essa visão idílica pode dar lugar a uma mais realista, em que o combustível fóssil – ao menos, em curto prazo – continuará a desempenhar um papel importante na produção de energia.
Há muitas pesquisas que buscam aumentar a sofrível eficiência energética e ambiental das usinas de carvão. Uma grande inovação nesse sentido é a célula de combustível de óxido sólido (SOFC). Em vez de simplesmente queimar montes de carvão para aquecer a água ou mover turbinas, as células de combustível oxidam o carvão de forma mais controlada, gerando menos emissões de forma muito mais eficiente.
Os ânodos costumam ser formados por um material que acaba ficando viscoso com o acúmulo de carbono, casando a degradação do ânodo ao longo do tmepo.
A solução para o problema foi proposta por uma equipe de cientistas liderada por Meilin Liu, do Instituto de Tecnologia da Geórgia. A equipe achou uma forma de embutir nanoestruturas de óxido de bário no material, que evitam que o carbono se acumule e desative o ânodo. Segundo o site Nanowerk, as estruturas oxidam “o carbono enquanto ele se forma, mantendo a superfície dos eletrodos de níquel limpas mesmo quando os combustíveis que contêm carbono são usados a baixas temperaturas”
A equipe espera que a solução seja facilmente absorvida pelos sistemas existentes, já que se baseia em uma tecnologia anterior. Liu deposita grandes expectativas nessa tecnologia e afirmou a Nanowerk "Essa pode ser a forma mais limpa, mais eficiente e menos dispendiosa de transformar carvão em eletricidade”.

5 de julho de 2011

Nova tribo isolada é descoberta na Amazônia

Fotos divulgadas para proteger a los indios amenazados del Amazonas
Nas profundezas da floresta amazônica, milhares de pessoas ainda vivem em relativo isolamento do resto do mundo.
Em um comunicado recente à imprensa, o governo brasileiro confirmou a existência de outra tribo não contatada, de cerca de 200 indivíduos, no Vale do Javari. A reserva fica perto da fronteira peruana e é quase do tamanho de Portugal. Pelo menos 14 tribos não contatadas, com uma população total de 2.000 indivíduos, vivem na região.
O grupo recém-observado vive em quatro grandes ocas com telhado de sapé, e cultiva milho, banana e amendoim, entre outras plantações.
A FUNAI observou clareiras na floresta usando mapas feitos por satélite, mas só em abril uma expedição sobrevoou a região e conseguiu confirmar a existência da tribo.
"O trabalho de identificar e proteger grupos isolados é parte da política pública brasileira", afirmou o coordenador da FUNAI para o Vale do Javari, Fabricio Amorim, à Associated Press. "Uma confirmação deste tipo exige anos de trabalho metódico".
A FUNAI calcula que existam 68 tribos não contatadas vivendo na Amazônia. A organização usa aviões para não perturbá-las com o contato pessoal (imagino o que elas pensam ao ver os aviões), mas isso não significa que outros respeitem o direito à privacidade das tribos.
pesca, a caça e extração de madeira ilegais atraem invasores. Outra ameaça é a exploração de petróleo na fronteira peruana. Missionários e traficantes de drogas também invadem as terras protegidas de grupos indígenas, disse Amorim.
Vocês já viram O Curandeiro da Selva, com Sean Connery? O filme é um relato ficcional do que poderia acontecer quando povos nativos e colonizadores se  chocam. Os intrusos podem causar danos à terra e influenciar a cultura dos povos indígenas, além de trazer doenças capazes de exterminar populações inteiras.
Os povos indígenas brasileiras conquistaram o direito legal de manter suas terras originais na Constituição de 1988. A lei exigia que todas as terras ancestrais indígenas deveriam ser demarcadas e entregues às tribos dento de um prazo de cinco anos.

Os grupos indígenas hoje controlam 11% do território brasileiro, incluindo 22% da Amazônia.
Permitir que grupos indígenas mantenham suas terras não é apenas uma questão de direitos humanos. O restante do mundo também pode se beneficiar de seus conhecimentos. Recentemente, assisti a uma palestra de Mark Plotkin, autor de "Tales of a Shaman's Apprentice: An Ethnobotanist Searches for New Medicines in the Amazon Rain Forest"(Histórias de um aprendiz de xamã: a busca de um etnobotânico por novos remédios na floresta amazônica, em tradução livre), na Universidade de Missouri, em Columbia. Ele passou anos vivendo entre os povos amazônicos e aprendendo com seus curandeiros tradicionais.
Em sua palestra, Plotkin apresentou numerosos remédios, conhecimentos e outros materiais úteis que podem ser obtidos pelo convívio com os povos indígenas da Amazônia. Os índios também são protetores mais eficientes de suas terras, além de ser mais baratos que guardas florestais contratados.



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